Convívio com animais de estimação exige mais do que amor

publicado em 12/04/2011 - 21:10 por

Criar um animal de estimação é o tipo de pensamento que certamente a maioria de nós já teve. Eles alegram a casa, fazem companhia, dão novo ânimo. Mas, na hora de decidir aumentar o número de membros da família, é preciso levar em conta o fato de que os animais domésticos exigem muitos cuidados durante as várias fases. Mais que isso, deve-se lembrar que, como nós, eles cumprem um ciclo de vida: nascem, crescem, envelhecem e morrem.

No Sua Manhã desta terça-feira, 12, entrevistei o veterinário Reinaldo Leite, que tratou desse outro lado da convivência com os animais. Tivemos ainda duas matérias fortes para ilustrar a conversa. Posto o link em breve.

Depois do programa ouvi comentários de quem trata a morte como algo muito distante e que acha “sinistro” falar sobre o tema. Será mesmo? Qual é a única certeza que nos cerca senão a de que somos mortais? Nós e os demais seres vivos. E foi isso que a Samara Passos nos fez ver. Cheia de informações úteis, a matéria sobre como funciona um cemitério para animais trouxe muita emoção. Ao final vimos que é um carinho a mais pensar em onde eles vão “descansar” depois de dividir tanto amor.

Já o Leábem Monteiro foi até o Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza para alertar sobre os casos de apreensão de animais doentes nas ruas da cidade. Fortes as cenas em que um cão lindo, diagnosticado com calazar (leishmaniose), tem que ser sacrificado. Cruel! Mas e a crueldade do abandono a que são jogados alguns animais cujos donos querem apenas o lado “bom” da convivência? Quantos animais doentes são largados na rua, à própria sorte?

Mais atenção no transporte

O veterinário esclareceu também sobre os riscos de transportar animais soltos no carro. Então, por mais que eles adorem, a partir de hoje, nada de levar seu cãozinho para passear distribuindo simpatia na janela do carro. Além de representar perigo para ele e para quem está no automóvel, em caso de acidente, você está sujeito a penalidades. De acordo com o inciso II, artigo 252, do Código Brasileiro de Trânsito, é proibido dirigir transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas. Reinaldo Leite aconselha o uso de assentos especiais para cães e caixa para transporte, no caso dos gatos. É um gasto a mais? Sim. Mas também representa maior respeito à vida deles. Pense nisso!

Categoria: Comportamento

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