Olá, pessoal…
Há tempos a nossa equipe vem se preocupando com a questão dos “rachas” nas vaquejadas, ou seja, a combinação de resultados e a divisão de prêmios, sem que de fato a gente tenha um campeão definido, acabando sendo classificado pela ordem de inscrição .
Egilson já comentou várias vezes sobre o assunto no programa, e fora dele também. Veja nesse vídeo o que ele disse após vários rachas numa só prova, clicando aqui. Fizemos também uma matéria no ano passado sobre essa questão, veja aqui.
Nós desconhecemos esse tipo de atitude em outros esportes. Em nossa opinião dividir o prêmio, combinando os resultados, parando a competição, sem mais nem menos, é falta de ética. Infelizmente, esse é um fato comum hoje em dia, inclusive em grandes vaquejadas. Alguns vaqueiros decidem rachar o prêmio alegando que os cavalos estão cansados (mas um médico veterinário é quem pode e deve dar esse parecer). Se o cavalo de um competidor “cansou” a comissão técnica da prova pode autorizar a substituição do animal, ou não. Mas se um cavalo não pode continuar na disputa, mérito do cavalo mais resistente. O mesmo entendemos em relação aos vaqueiros. Alguns falam que pode faltar boi, mas organizadores de provas tem o dever de ter bois suficientes para a competição.
Conforme Egilson falou no vídeo acima: todos perdem com o racha. Acaba o brilho da competição, da festa. Competidores (cavalos e vaqueiros) perdem a chance de se sobressair sobre os demais. Para nós da imprensa, confesso que é exaustivo e decepcionante, muitas vezes estamos gravando uma disputa, produzindo um texto de maneira a passar para o público de casa a emoção da competição, e nosso trabalho praticamente é em vão quando há um racha, pois não temos um campeão de verdade. Se fosse pra rachar, não precisaríamos ficar horas e horas gravando, aguardando a final, bastaria gravar a primeira rodada da disputa. O público se desestimula a acompanhar as provas. E sem público não tem vaquejada, não tem festa, não tem mercado.
Segundo o blog do Locutor Sampaio : “Vejamos então o que diz o artigo 2º, do estatuto: “Art. 2º. Torcedor é toda pessoa que aprecie, apoie ou se associe a qualquer entidade de prática desportiva do País e acompanhe a prática de determinada modalidade esportiva. Parágrafo único. Salvo prova em contrário, presumem-se a apreciação, o apoio ou o acompanhamento de que trata o caput deste artigo”. Da leitura do artigo resta claro que qualquer pessoa que compre seu ingresso e adentre a um parque de vaquejada com o intuito de “apreciar”, “apoiar” ou simplesmente “acompanhar” o evento, já se encontra protegida pelo estatuto do torcedor mormente porque a vaquejada é uma prática desportiva, como restou claro no caput do artigo. … Basta tão somente o enquadramento na qualidade de torcedor para compreender que todo evento de vaquejada deve estar adequado e obedecer à lei A lei nº 10.671/2003. Voltando ao caso, em específico, pode o torcedor, que comprou um ingresso para assistir uma corrida de vaquejada e ao final do evento restar provado que ouve combinação de resultados, promover uma ação por danos morais contra os promotores do evento e subsidiariamente contra os competidores com base no estatuto do torcedor.“
Alguns diretores de parques tomam atitudes que tentam minimizar os rachas. As provas oficias ABQM, são exemplo nesse quesito, principalmente. Pois condenam qualquer atitude antidesportiva que venha a beneficiar algum competidor, e não se pode parar a competição sem mais nem menos. Salvo quando a equipe de veterinários constata que os animais não tem condições de seguir na competição, preservando sua integridade física, assim como ocorreu recentemente no Derby de Vaquejada, quando a final foi adiada para o dia seguinte.
O Campeonato Portal na Vaquejada, nesta temporada, apresenta um regulamento que inibe os rachas. Segundo o regulamento (disponível nesse link):
“4.4 Quando ocorrer a divisão dos prêmios durante a disputa, a pontuação será
referente ao do último integrante do racha, por ordem de senha. Ex: Caso a
premiação da primeira colocação seja rachada entre os cinco primeiro lugares
a pontuação será referente a 15 pontos para cada competidor e caso seja
rachado para os sete primeiros, a pontuação dos participantes será referente a
posição sete, ou seja, cada um terá apenas 10 pontos.
4.5 De hipótese alguma os competidores podem eleger o primeiro lugar de uma
disputa durante uma etapa do Campeonato Portal Na Vaquejada. Para o
CPNV, caso o participante do campeonato tenha interesse em ser campeão ele
deverá entrar na pista para puxar o boi. Como a ordem de classificação reflete
diretamente na pontuação, considera-se conduta proibida qualquer acordo que
seja efetuado para favorecer a classificação final do competidor. O vaqueiro
competidor tem a obrigação de perseguir o sucesso da disputa, não podendo
praticar atos que favoreçam outros competidores, sob pena de ser enquadrado
pela comissão julgadora como praticante de conduta antidesportiva. Caso
ocorra este tipo de conduta, a comissão alternativa do parque irá analisar as
imagens e a pontuação dos animais será zerada, ficando apenas com os cinco
pontos da senha batida.
4.6 E, caso ocorra racha, o menor ponto obtido por uma dupla no racha será
padronizado para todos os cavalos que participaram. Sendo assim, mesmo que
os competidores/cavalos classificados tenham decidido rachar o valor do
premio, é obrigatório disputar a classificação até o êxito.
4.7 Caso o cavalo se machuque numa rodada em que já esteja classificado na
premiação da rodada e o vaqueiro venha a trocar de Cavalo, o animal
cadastrado receberá os pontos referentes à rodada em que parou de correr”
É pelos rachas e outros motivos que precisamos de um regulamento único na nossa vaquejada, à nível nacional. O esporte unificado, com regras claras é mais forte.
Nossa equipe diz NÃO ao racha.
Bom, vocês já conhecem nossa opinião, pois agora queremos saber a opinião de vocês sobre o racha nas vaquejadas. Respondam a essa enquete no nosso Facebook, e comentem. Acessem aqui: Enquete Facebook.
Contamos com a esteira de vocês.
